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09/06/2026 SINDSIFPE divulga balanço de encontro com a Reitoria realizado em 2 de junho

No dia 02 de junho de 2026, a Gestão Classista e Independente juntamente com representantes de base de alguns campi se reuniu com a Reitoria do IFPE e DGPe para tratar de demandas discutidas durante a rodada de assembleias presenciais.

Como era nossa primeira reunião enquanto gestão, iniciamos a reunião nos apresentando e reivindicando o apoio da reitoria para que o sindicato tenha assento permanente no CONSUP. Solicitamos também que seja posta em prática uma mesa permanente entre a gestão sindical e a reitoria com periodicidade bimestral. A reitoria mostrou-se favorável aos dois pontos, no entanto, sabemos que, principalmente, a efetivação do nosso assento permanente no CONSUP vai além de medidas burocráticas e depende de construção e pressão políticas. No passado, em outra gestão sindical e com outros conselheiros ocupando o CONSUP, essa demanda já foi negada.    

Reposicionamento docente

Sobre o reposicionamento docente, colocamos o nosso intuito em levar esse tema à discussão e votação no CONSUP e questionamos a Reitoria acerca do seu entendimento. A Reitoria, contudo, colocou que esse tema seria da alçada do SIPEC (Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal), ligado ao MGI, e que o fato de o ministério ter emitido nota técnica orientando pelo não reposicionamento limitaria suas ações sobre esse ponto. Colocamos que a nota técnica não tem poder de lei e nem é decreto, sendo apenas um posicionamento. Argumentamos que a isonomia entre os servidores docentes dos IFs já foi quebrada, pois o reposicionamento já está em prática no IFPR (via medida administrativa) e que antes já vinha sendo praticado pelo IFSP por exemplo.  Além disso, o fato de vários servidores, por meio de processos judiciais individuais, terem conseguido vitórias importantes com diferentes magistrados, evidencia que o entendimento do MGI não é pacífico. Defendemos assim, o direito dos servidores do IFPE discutirem e votarem suas questões no órgão superior da sua instituição, o que deveria ser a realidade em todos os IFs.

Ao fim desse ponto, ficou encaminhado que o SINDSIFPE solicitaria que essa questão fosse pautada no CONSUP, demandando também voz na reunião. A reitoria, no entanto, disse que exporia aos conselheiros sua visão sobre esse ponto, que caminha junto à orientação do MGI. Assim, o reposicionamento docente se coloca em disputa e é necessária uma grande mobilização dos servidores para obtermos essa vitória via CONSUP e nos juntarmos a outros IFs na pressão política sobre o MGI.

Sobre o PL 2709/2022

O coordenador da pasta de pessoal docente da nossa gestão colocou ao reitor a necessidade de apoio ao PL 2709/2022. Com a mudança da lei, o período do afastamento de qualificação dos servidores passaria a contar como efetivo exercício e desse modo o servidor não precisaria repor esse período para que possa se aposentar, nem “pagar pedágio” de 100% referente a ele.

Neste momento, O PL está na Comissão de Educação e Cultura do Senado, aguardando a designação de relator. Ocorre que atualmente a comissão é presidida pela Senadora Teresa Leitão (PT-PE) e o nosso sindicato enviou ofício à senadora demandando um trâmite com maior celeridade. A reitoria solicitou-nos que enviássemos o mesmo ofício ao gabinete do reitor, de modo que ele reforçará a solicitação à senadora em reunião institucional que se realizará brevemente com a presença de ambos.

Contudo, vale o reforço à nossa base, que trâmites burocráticos ganham maior celeridade quando a união dos trabalhadores passa à mobilização e pressão política. Nesse sentido, reafirmamos o compromisso da gestão sindical em acompanhar essa tramitação, mas chamamos também a base à mobilização.

Edital de remoção

No que diz respeito ao edital de remoção, abordamos a questão do item 7.13 do edital. O referido item coloca que o servidor terá que cumprir interstício mínimo de 01 ano no campus de destino antes de participar de uma nova remoção. Argumentamos que um dos problemas desse item se dá em razão do servidor não ter clareza de quando ocorrerá uma próxima remoção e nem quais os próximos campi a terem vagas. Sendo assim, o servidor toma sua decisão sem contar com todas as informações necessárias para decidir.

Defendemos a retirada deste item do edital de remoção. A reitoria respondeu que também não vê maiores problemas na retirada deste item e que submeterá essa decisão ao CODIR. Continuaremos acompanhando os desdobramentos deste ponto.

Infraestrutura dos campi

No que diz respeito à infraestrutura dos campi, as reclamações surgiram durante as assembleias na pauta de reivindicações locais. Levamos à Reitoria, o fato dos auditórios dos campi Abreu e Lima e Jaboatão dos Guararapes inundarem com as chuvas, ficando assim inutilizáveis em alguns períodos. Algo parecido também aconteceu recentemente na biblioteca do campus Paulista, o que fez com que até parte do mobiliário fosse prejudicado. Ressaltamos que todos esses campi são bastante novos. A reitoria respondeu-nos dizendo que realmente ocorreu um problema nos projetos e que eles terão de corrigi-los. No entanto, o orçamento atual limita o poder de ação da Reitoria nesses casos.

Também questionamos sobre a sede definitiva do Campus Olinda, ao que nos foi respondido que a construtora tem um compromisso com a reitoria de entregá-la ainda este ano.

Já no que diz respeito ao crítico acesso ao Campus Cabo de Santo Agostinho, foi bastante importante que o representante de base daquele campus comparecesse. Pois ficou evidente que aquele problema de acesso tem desdobramentos bem maiores na vida e nas condições de trabalho dos servidores daquele campus, como por exemplo, impactos no cumprimento das cargas horárias, algo que o reitor nos disse que não tinha conhecimento até então. A Reitoria reconheceu os problemas no campus e expôs as dificuldades que tem em saná-las. Solicitamos então que uma vez que todos reconhecíamos que o Campus Cabo possuía especificidades e que o acesso ao prédio gerava uma série de problemas para estudantes e servidores, que as questões relacionadas à carga horária fossem flexibilizadas. Expomos que isso se faz necessário, uma vez que os servidores não podem ser penalizados por problemas institucionais que não foram produzidos e nem podem ser solucionados por eles. Frente à nossa demanda, o reitor solicitou à Diretora de Gestão de Pessoas – que também participava da reunião – que alinhasse essas questões junto ao diretor do Campus Cabo. Solicitamos que essa discussão e esse alinhamento fossem realizados junto aos servidores do Campus também, de preferência o representante de base do Campus Cabo.

Embora saibamos que alguns destes problemas não contam com soluções de curto prazo, ainda mais frente ao cenário de cortes contínuos no orçamento dos Institutos Federais por parte do Governo Federal, torna-se necessário o acompanhamento e a reivindicação permanente da solução desses problemas. Chamamos todos os servidores que vivenciam cotidianamente esses problemas em seus lugares de trabalho a ficarem atentos e participarem das ações sindicais de reivindicação de melhorias de infraestrutura nos campi.

Pesquisa, extensão e carga horária dos TAEs

Durante a rodada de assembleias, outra questão que apareceu diz respeito ao fato de os TAEs poderem realizar pesquisa e extensão formalmente, mas esse período não poder ser contabilizado em sua carga horária. Sobre esse ponto, a reitoria reconheceu o problema e apontou no sentido da formação de um grupo de trabalho para discutir e resolver o problema. Solicitamos a participação do sindicato neste grupo de trabalho de maneira a acompanhar os trabalhos.

 

Finalizamos este balanço, chamando todos os servidores do IFPE a se aproximarem das atividades sindicais de maneira que construamos uma permanente mobilização tendo em vista a melhoria das nossas condições salariais e de trabalho.

 

Coordenação Geral do SINDSIFPE

Gestão Classista e Independente (2026-2028)

“O homem coletivo sente a necessidade de lutar”